(Source: marsdarkside)
Rafaela Fontoura. (via apenasumadolescente)
(Source: doce-alento)
Há alguém por trás dos óculos tortos, do sorriso falso e das palhaçadas, há alguém que toda noite chora até pegar no sono, mas que distribui sorrisos sempre que pode… Se um dia sem sorrisos é um dia perdido, bem, então, esse “alguém” nunca perderia um dia, pelo menos sorrisos falsos ela teria para todos, desabar em cortes profundos e dolorosos pra ela era normal, afinal, a 4 anos ela tinha começado aquele ciclo sem fim, aquele vicio que a matava por dentro… Bem, se ela estivesse morta por dentro ou não, não importaria pra ninguém, porque ela estaria com um sorriso e estaria bem, pelo menos, aparentemente. Nunca foi uma diversão, nunca foi pra tentar aparecer, ou então um teste de resistência, sempre foi por saudade, falta e dor. Causar uma dor maior da que está no seu coração faz bem, um bem meio relativo. Bem na hora, no momento. Mas quando ela olhava pra aquele corte maldito, que ardia, que descia queimando a pele, ela se arrependia, e por mais que ela dissesse a si mesma “Eu não farei mais, foi momentâneo, foi na hora do desespero!” ela iria até o quarto, ou o banheiro, passaria a lamina lentamente sobre a pele e a cortaria. Simples assim, ou nem tanto. Só sei que ela faria. No dia seguinte ela colocaria um moletom, sorriria para todos, e se por um momento ela caísse no poço de pensamentos e memórias, e uma pessoa qualquer perguntasse, por pura curiosidade ou educação, ela diria que estava com sono. Afinal, tudo era sono, tudo que ela precisaria dizer era só “tô com sono”, só isso. Aquilo era parte da vida dela, era parte dela, claro que ela precisava de ajuda, não de um psicólogo ou um psiquiatra, ela precisava que alguém se importasse de verdade, ela precisava de amor. Ela precisava de Deus. Ela precisava de tudo, principalmente manter-se longe de laminas, pois todos sabiam que no dia seguinte quando o corte estaria parando de doer, ela faria de novo. Isso já se tornara clichê, mas era a vida dela, ela não sabia escapar, talvez porque nunca teve um jeito de sair. Até ela acabar com toda aquela dor, com mais um de seus cortes, só que na veia, no pulso, um corte que realmente a mataria. Era tudo que ela pensava em fazer, e, se cortar, era tudo que era fazia… E também que faria. Esse alguém, sou eu.
Eu me apaixonei pela pessoa errada, verdade. A pessoa errada pra mim e pro meu mundo, mas eu me apaixonei. E ponto. Eu não iria esquecer, eu não ia ficar com o primeiro que aparecesse na esquina de casa, eu o queria! Ele, só. Acho que fora água, oxigênio, comida e ele, eu não precisaria de mais nada, um dia, quem sabe aquilo passaria. Eu precisava dele pra sorrir, pra ser feliz, pra tudo relacionado à felicidade. Eu tava louca? Retardada? Eu nunca o teria, eu sabia desde a primeira vez em que pensei “Porra, to apaixonada por ele” eu sabia que me machucaria, era isso, eu sempre me machucava. Acho que talvez por nunca ser amada de verdade por alguém, eu o amava incondicionalmente, verdade mesmo. O abraço, o cheiro, os olhos… Tudo nele pra mim era assim: perfeito, eu sabia que ele não era perfeito, ninguém é. Mas como ele chegava perto disto pra mim… Preciso parar de pensar nele. Preciso dele. Preciso mesmo é parar de precisar dele… Mas enquanto não consigo, sonho com o dia em que o beijarei e direi “Poxa… Finalmente”.
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(Source: maximasretianas)
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(Source: WHENEVERYOUFALL)